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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Albert Einstein


Einstein nasceu em Ulm (Württemberg, sul da Alemanha) no dia 14 de março de 1879 e faleceu em Princeton a 18 de Abril de 1955. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas. 

Foi na Alemanha que Albert recebeu sua educação primária e secundária. Quando criança, não apresentava nenhum sinal de genialidade; muito pelo contrário, seu desenvolvimento se deu de modo bastante moroso até a idade de nove anos. No entanto, a sua paixão em contemplar os mistérios da Natureza começou muito cedo - aos quatro anos - quando ficou maravilhado com uma bússola que ganhara de presente do pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem auxílio de nenhum mecanismo?" - perguntava a si mesmo. 


Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do Estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor. 

Como é de se esperar de um gênio da área de exatas,  Geografia, história e francês eram os seus grandes suplícios; preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática. 

Depois de se formar, Einstein procurou emprego durante muito tempo. 


Enquanto isso, dedicava algumas horas do dia lecionando numa escola secundária. O emprego que mais queria, o de professor-assistente na sua Universidade, havia malogrado. Então, 1902, Grossmann, um colega de faculdade, consegue-lhe um emprego como técnico especializado no Departamento Oficial de Registro de Patentes de Berna, onde Einstein permaneceu até 1909, quando a Universidade de Zurique convida-o para o cargo de professor. 


Obteve o doutoramento em 1905. No mesmo ano escreveu quatro artigos fundamentais para a Física moderna. Podemos dizer que 1905 foi o "annus mirabilis" para Einstein.

 O primeiro artigo deste ano milagroso foi sobre o movimento browniano, que constitui uma evidência experimental da existência dos átomos. Antes deste artigo, os átomos eram considerados um conceito útil, mas a sua existência concreta era controversa. Einstein relacionou as grandezas estatísticas do movimento browniano com o comportamento dos átomos e deu aos experimentalistas um método de contagem dos átomos através de um microscópio vulgar. Wilhelm Ostwald, um dos que se opunham à ideia dos átomos, disse mais tarde a Arnold Sommerfeld que mudou de opinião devido à explicação de Einstein do movimento browniano.

O segundo artigo de 1905 propôs a ideia dos "quanta de luz" (os actuais fotões) e mostrou como é que poderiam ser utilizados para explicar fenómenos como o efeito fotoelétrico. A teoria dos quanta de luz de Einstein não recebeu quase nenhum apoio por parte dos físicos durante vinte anos. Contradizia a teoria ondulatória da luz subjacente às Equações de Maxwell. Mesmo depois de as experiências terem demonstrado que as equações de Einstein para o efeito fotoelétrico eram exatas, a explicação proposta por ele não foi aceitada. Em 1921, quando recebeu o prémio Nobel pelo seu trabalho sobre o efeito fotoelétrico, a maior parte dos físicos ainda pensava que as equações estavam corretas, mas que a ideia de quanta de luz fosse impossível.

O terceiro artigo de 1905, sobre eletrodinâmica de corpos em movimento, introduziu a relatividade restrita. Estabeleceu uma relação entre os conceitos de tempo e distância. Algumas das ideias matemáticas já haviam sido introduzidas um ano antes pelo físico neerlandês Hendrik Lorentz, mas Einstein mostrou como era possível entender esses conceitos. O seu trabalho baseou-se em dois axiomas: um foi a ideia de Galileu de que as leis da natureza são as mesmas para todos os observadores que se movem a uma velocidade constante relativamente uns aos outros; o outro, a ideia de que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. A relatividade restrita tem algumas consequências importantes, já que são rejeitados conceitos absolutos de tempo e tamanho. A teoria ficou conhecida mais tarde por "Teoria da Relatividade Restrita" para ser distinguida da teoria geral que Einstein desenvolveu mais tarde, a qual considera que todos os observadores são equivalentes.

Em 1913, o grande físico Max Planck e o célebre físico-químico Walter Nernst visitaram-no pessoalmente, convidando-o para o cargo de diretor de Física do Kaiser Wilhelm Institute, em Berlim, sucedendo Jacobus Hendricus Van't Hoff, que falecera em 1910. Einstein aceitou seus trabalhos em Zurique em abril de 1914. Nesse novo emprego, liberado do compromisso com as aulas, pôde concentrar-se integralmente nas pesquisas científicas. 

Começa então uma nova fase de realizações na vida de Einstein. Berlim, nessa época era um dos maiores centros intelectuais do mundo. 

Para Einstein, não existia essa verdade absoluta. A mesma paisagem podia ser uma coisa para o pedestre, outra coisa totalmente diversa para o motorista, e ainda outra coisa diferente para o aviador. A verdade absoluta somente podia ser determinada pela soma de todas as observações relativas. 


Não existe movimento em linha reta em nosso Universo. Um raio de luz, que viaje de uma estrela remota em direção à Terra, é desviado ao passar pela ladeira do espaço que rodeia o Sol. Einstein calculou matematicamente o ângulo reto desse desvio, que foi revelado correto no eclipse de 1919. 

Esse trabalho, fruto de anos de intensas pesquisas, acabou por reafirmar o seu reconhecimento por parte da comunidade científica do mundo todo. Sua influência se fez sentir em praticamente todos os campos da física. Tendo praticamente todo o seu tempo absorvido no desenvolvimento de suas idéias, a tarefa de leitura de escritos científicos ficou a cargo do "Physics Coloquium" - organizado por von Laue, professor de Física na Universidade de Berlim - , que acabou por se tornar a sede comum de encontro de vários físicos acadêmicos e de laboratoristas industriais de Berlim. 

O fato de Einstein ser judeu, somado à sua posição contrária à toda forma de nacionalismo e militarismo, e ainda à sua fama mundial, aumentaram a inveja e o ódio dos imperialistas reacionários, que se organizaram contra ele, sob a égide do físico ultranacionalista Philipp von Lenard. E as ações desse grupo se tornaram ainda mais ofensivas após 1921, quando Einstein recebeu o prêmio Nobel. 


Ele foi ficando cada vez mais alarmado, principalmente após o assassinato de Walter Rathenau, ministro das Relações Exteriores da Alemanha e seu amigo íntimo. Apesar de ter possibilidades de mudar para qualquer outro lugar fora da Alemanha, decidiu permanecer em Berlim para não se afastar do excelente clima científico que lá existia. No entanto, a vitória do partido nazista em 1933, compeliu-o a desistir de continuar em seu país natal. Demitiu-se da Academia Prussiana de Ciências através de carta datada de 28 de março de 1933. Suas posses foram confiscadas e sua cidadania alemã (da qual ele já havia renunciado voluntariamente) foi cassada e, quando a situação se tornou insustentável, já não estava mais na Alemanha. 

Durante o ano de 1921, Einstein viajara aos Estados Unidos, onde fora recebido com inigualável entusiasmo. Nenhum monarca reinante havia recebido tão boa acolhida quanto ele. Milhares de pessoas tinham comparecido às ruas Nova York para saudá-lo, quando passara desfilando em carro aberto. Dez anos mais tarde, as mesmas cenas se repetiram em Los Angeles, quando Charles Chaplin foi à estação para recepcioná-lo e levá-lo através das ruas de Hollywood. Este, virando-se para Einstein, disse: 'Você vê, eles aplaudem a mim porque todos me entendem; a você eles aplaudem porque ninguém o entende


Einstein publicou mais de 300 trabalhos científicos, juntamente com mais de 150 obras não científicas. Suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram a palavra "Einstein" sinônimo de gênio. 100 físicos renomados elegeram-no, em 1999, o mais memorável físico de todos os tempos.

Ademais não desejava se dedicar a um só país, pois seu interesse era a humanidade.  Einstein sempre pareceu mais velho do que realmente era. A efervescência intelectual esgotou prematuramente suas reservas físicas. Mais de uma vez em sua existência ficou gravemente enfermo, porém sempre com uma boa chance de recuperação. Mas em 1954, o rápido declínio de suas forças físicas se manifestou de forma alarmante. Quando, em abril de 1955, ele foi transferido para o hospital de Princeton, sentiu que o fim havia chegado. Na manhã de 18 de abril, sua vida se extinguiu. 

Morreu com a mesma simplicidade e humildade com que sempre viveu: calma e imperturbavelmente, sem remorsos. 

"A serenidade de sua morte ensina-nos como devemos viver" - foram as palavras de sua filha adotiva Margot. 
"O homem livre em nada pensa menos que na morte; e sua sabedoria não é uma meditação da morte, mas da vida", disse o grande filósofo Baruch Spinoza, de quem Einstein foi um grande admirador. 
Einstein foi um homem livre. 

Mais detalhes da biografia nas fontes e sites :


Leia também:

O Deus de Spinoza e os pensamentos de Einstein AQUI



Como aprender, por Albert Einstein AQUI





sábado, 23 de novembro de 2013

Aleksandr Oparin e a origem da vida


Aleksandr Ivanovich Oparin


 (1894-1980) 

Foi um bioquímico russo que retomou e aprofundou os estudos sobre a origem da vida, por volta de 1920.

Já em 1924 publicou a mais moderna e aceita teoria para explicar o surgimento da vida na Terra, a partir da evolução química gradual de moléculas baseadas em carbono em uma "sopa primordial", rica em matéria orgânica. Isso culminou com seu livro A Origem da Vida.

Essa teoria foi proposta inicialmente por Thomas Huxley (1825-1895) e Darwin, apesar da sua teoria da evolução não ter a ver coma origem da vida, devido que ela explica como a vida evolui depois da origem, escreveu em carta que a vida deveria ter surgido em um "pequeno lago morno" sugerindo que os componentes químicos essências estivessem presentes e pudessem se organizar para formar a primeira criatura viva.


O pensamento de Oparin


Segundo Oparin, a Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos e no início sua temperatura era muito elevada. O resfriamento e a solidificação da crosta ocorreram mais tarde, por volta de 2,5 bilhões de anos. As temperaturas do planeta iam diminuindo gradativamente, e com isso, a água que evaporava se condensava na atmosfera e caía novamente, sob a forma de chuva, que evaporavam novamente, pois as temperaturas ainda eram muito elevadas. Nessa época aconteceram tempestades torrenciais todos os dias, durante milhões de anos.

Alguns cientistas acreditam que cerca de 1018 toneladas de matéria foram agregadas ao planeta Terra através de colisões com asteroides. Essas colisões provocavam um aumento na temperatura.

A atmosfera primitiva era composta por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, que se ligaram formando os compostos amônia (NH3), metano (CH4), hidrogênio (H2) e vapor de água (H2O). Nessa época ainda não havia gás oxigênio (O2), nem nitrogênio (N2).

Com o ciclo de chuvas e tempestades havia muitas descargas elétricas. Essas descargas atuavam sobre as moléculas, promovendo ligações químicas e formando moléculas mais complexas, como os aminoácidos.

Com o resfriamento da Terra, começou a formação de áreas alagadas e exposição das rochas. Essas imensas áreas alagadas deram origem aos oceanos. A água da chuva arrastava os compostos para as rochas. O calor das rochas promoveu ligações químicas entre as moléculas presentes, originando proteinóides, cadeias de aminoácidos, etc.

Essa moléculas, conforme a temperatura da terra ia diminuindo, iam se tornando mais complexas e fazendo cada vez mais ligações, transformando a água dos oceanos em grandes sopas orgânicas. As proteínas formadas foram se aglomerando, até formar os coacervados.

Em algum momento dessa evolução, os coacervados evoluíram e adquiriram a capacidade de se alimentar e reproduzir, dando origem a um ser vivo primitivo muito simples.

Oparin algumas vezes chamado de " Darwin do século XX" não pôde demonstrar a sua teoria, mas aquele trabalho foi concluído pelos cientistas  Stanley L. Miller e Harold C. Urey  em 1953, demonstrando que antes da vida houve uma pré-vida. Segundo esta hipótese, as condições na Terra primitiva favoreciam a ocorrência de reações químicas que transformavam compostos inorgânicos em compostos orgânicos precursores da vida, assim como descrito acima

Oparin juntamente com seu mentor Aleksei N. Bakh foi co-fundador do Instituto Bioquímico da Academia de Ciências da URSS em 1935, e após a morte de Bakh, ele foi diretor do Instituto (1946-1980). Em 1946, como reconhecimento de sua trajetória científica foi admitido na Academia Soviética de Ciências.
Em 1956 Oparin, que nunca foi membro do partido comunista, sofreu muita pressão política e foi destituido de sua posição da divisão de biologia por outro cientista Trofim Denysovich Lysenko e sua visão marxista-leninista da biologia. Mas foi reconduzido por Vladimir A. Engelhardt, expoente soviético na área de Biologia Molecular que vivia sua expansão nesse período. No início da década de 70 eleito o presidente da “Sociedade Internacional para o Estudo da Origem da Vida". Faleceu aos 86 anos, em 21 de abril de 1980, e foi sepultado em Moscou na Rússia.

Proteínas do nada

Um experimento recente coordenado por Michael Blaber, da universidade Estadual da Florida, chegou mais perto de demonstrar que a vida pode ter começado mesmo com os aminoácidos, organizados aleatoriamente para formar proteínas. A equipe produziu diversas alterações numa protéina originalmente criada por um ser vivo, a fim de recompo-la somente com os aminoácidos mais simples, presentes em locais onde não há vida. com isso eles demonstraram que é possível montar uma proteína funcional mesmo com esse alfabeto limitado. Caso a vida de fato tenha começado por essa rota, a armazenagem da infomação no DNA e no RNA viria so numa segunda etapa.



Experimento de Stanley L. Miller e Harold C. Urey:




Fonte: Infoescola, USP e revista Super Interessante

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Hiparco construiu o primeiro mapa estelar



Hiparco , em grego Hipparkhos, viveu entre 190 a 126 a.C, foi um astrônomo, construtor, cartógrafo e matemático grego da escola de Alexandria.

Hoje é considerado o fundador da astronomia científica e também chamado de pai da trigonometria por ter sido o pioneiro na elaboração de uma tabela trigonométrica, com valores de uma série de ângulos, utilizando a idéia pioneira de Hipsicles (180 a. C.), herdada dos babilônios, da divisão do círculo em 360 partes iguais (140 a. C.) e a divisão do grau em sessenta minutos de sessenta segundos.

Foi este matemático que criou o primeiro astrolábio destinado a medir a distância de qualquer astro em relação ao horizonte e concebeu o sistema de localização pelo cálculo de longitude e latitude, dividindo o mundo em zonas climáticas.

Hiparco, através de um aparelho que seria o percursor do teodolito moderno, confirmou que a distância das estrelas não era fixa na esfera celeste (é a esfera de raio infinito centrada na Terra ou no Sol). A partir dessas observações, deduziu que o plano que contém a órbita da Terra deveria ter-se deslocado em sentido anti-horário.

Já convencido de que a esfera celeste não era constante, dispôs-se a fazer um mapa estelar, pois queria um catálogo onde pudesse registar a luminosidade apresentada por cada estrela da sua época. A ideia era baseada na configuração dos astros que poderiam sofrer outras alterações além das periódicas, já conhecidas. Essas alterações talvez só passaram despercebidas pela lentidão com que se processavam.

A Hiparco atribui-se a descoberta da precessão dos equinócios, seu maior feito científico. Equinócios (da primavera e do outono) são como são chamados os dois únicos dias do ano nos quais o dia e a noite têm a mesma duração.

Eles ocorrem em março e em setembro quando o Sol, em seu aparente movimento em torno da Terra, cruza o equador celeste – que é a projeção do equador terrestre numa esfera imaginária de estrelas fixas, denominada esfera celeste.

Hiparco descobriu que o Sol não está sempre na mesma posição do zodíaco quando ocorrem os equinócios. Em outras palavras, os pontos em que a trajetória aparente do Sol cruza o equador celeste mudam (na verdade se antecipam, ou precedem – daí o termo) com o tempo.

A maneira como Hiparco percebeu este fenômeno foi bem simples: Timocaris de Alexandria, em suas observações sobre a estrela Spica, havia registrado a posição desta estrela a 172º do ponto vernal (equinócio de primavera no hemisfério Norte) no ano de 273 a.C. e Hiparco, ao valer-se destas observações, notou que Spica estava "deslocada" 2º em relação ao ponto vernal, no ano de 129 a.C. A partir daí, deduzir que havia um deslocamento angular na esfera de estrelas, lembrando que naquela época acreditava que a Terra não girava, e portanto não possuía pólos ou eixo de rotação, foi fácil. A esfera de estrelas sim possuía um eixo (e pólos e equador).

Esta precessão é bem tênue, de apenas 50.290966 segundos de grau por ano. Hiparco apenas o percebeu pois ao longo de 144 anos (desde as observações de Timocharis de Alexandria) esta pequena variação transformou-se em 2°.

Dessa maneira, a precessão dos equinócios era interpretada como devido a um deslocamento do eixo da esfera das estrelas. Além disso, naquela época, nada permitia concluir que esses eixos executavam um movimento semelhante ao de um pião.

Todas as informações sobre a sua vida e obra são originadas das obras de terceiros como Ptolomeu e Estrabão. Na obra que Cláudio Ptolomeu desenvolveu com base na reunião do conhecimento enciclopédico da época, o Almagesto, aparece numerosas referências a Hiparco, pois foi reconstituído partes do seu pensamento e das suas descobertas.




Leia mais AQUI






segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A força eletromagnética

Nesse artigo vou mostrar para vocês  o trabalho de 2 cientistas que estudaram a força eletromagnética 

Começamos com Michael Faraday

(1791 - 1867)





Nasceu em Newington, Inglaterra 


Michael foi principalmente um experimentalista, e de fato, ele foi descrito como o "melhor experimentalista na história da ciência",embora não conhecesse matemática avançada.  Ele demostrou as incríveis propriedades da eletricidade em suas palestras em Londres. Ele associou a eletricidade com o magnetismo, descobrindo então a força eletromagnética. As forças elétricas e magnéticas tem a mesma natureza: uma força elétrica em determinado referencial pode tornar-se magnética se analisada noutro, e vice-versa.

A famosa gaiola de Faraday, na qual ele demostrou que uma superfície condutora eletrizada possui campo elétrico nulo em seu interior dado que as cargas se distribuem de forma homogênea na parte mais externa da superfície condutora.

No experimento de Faraday foi utilizada uma gaiola metálica, que colocou um isolante e uma cadeira de madeira e sentou-se, deu-se uma descarga elétrica,e nada aconteceu a ele, e provou que um corpo dentro da gaiola poderia permanecer lá, isolado e sem levar nenhuma descarga elétrica pois os elétrons se distribuem em sua parte exterior da superfície.

Em seu trabalho Faraday concebeu que o espaço entre os objetos eletricamente carregados era composto de linhas de força e que estas eram correntes de energia invisíveis e mensuráveis que comandavam o movimento dos corpos.

Segundo Faraday as linhas de força eram criadas pela presença mútua dos objetos entre si. Introduziu neste momento a ideia de campo de força, onde uma carga elétrica móvel produz perturbações eletromagnéticas em volta de si e estas são linhas de campo que interam com outra carga próxima.
Pesquisou também algumas ligas de aço e produziu vários tipos novos de vidros. Um desses vidros tornou-se historicamente importante por ser a substância em que Faraday identificou a rotação do plano de polarização da luz quando era colocado num campo magnético e também por ser a primeira substância a ser repelida pelos pólos de um ímã.



Gaiola de Faraday






James Clerk Maxwell

 (1831- 1879)





Foi um físico e matemático britânico, filho de John Clerk Maxwell.

É mais conhecido por ter dado forma final à teoria moderna do electromagnetismo  que une a eletricidade, o magnetismo e a óptica. Esta é a teoria que surge das equações de Maxwell. Ele deu continuidade ao trabalho de Faraday. 

Apresentou uma teoria detalhada da luz como um efeito electromagnético, isto é, que a luz corresponde à propagação de ondas eléctricas e magnéticas, hipótese que tinha sido posta por Faraday. Portanto a luz é uma onda eletromagnética 

Maxwell é considerado por muitos o mais importante físico do séc. XIX, o seu trabalho em electromagnetismo foi a base da relatividade restrita de Einstein e o seu trabalho em teoria cinética de gases fundamental ao desenvolvimento posterior da mecânica quântica.


Em 1859 recebeu o prémio Adams por um artigo sobre a estabilidade dos anéis de Saturno, em que demonstra que estes não podem ser completamente sólidos nem fluidos. A estabilidade destes anéis implica que eles têm de ser constituídos por numerosas pequenas partículas sólidas. Do mesmo modo provou que o sistema solar não podia ser formado pela condensação de uma nébula puramente gasosa, mas que esta nébula tinha que conter também pequenas partículas sólidas. Foi também nesta época que Maxwell fez os seus trabalhos mais importantes em física estatística, tendo generalizado o trabalho iniciado por Clausius em que este punha a hipótese de que um gás era formado por moléculas que se movem a uma certa velocidade e que vão mudando de velocidade ao chocar entre si. Maxwell considerou que as partículas se tinham que mover a diferentes velocidades e estudou a distribuição da velocidade destas. Em 1868 a continuação deste trabalho feita por Boltzmann daria origem à chamada distribuição de Maxwell-Boltzmann e ao campo da mecânica estatística.








Fontes: 



Explicatorium  e Wikipédia

domingo, 11 de agosto de 2013

Mulheres na ciência

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Ada Lovelace 

Foi uma matemática e escritora inglesa e hoje é principalmente reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage.

Em 1842 Charles Babbage foi convidado a ministrar um seminário na Universidade de Turim sobre sua máquina analítica. Luigi Menabrea, um jovem engenheiro italiano e futuro Primeiro Ministro da Itália, publicou a palestra de Babbage em francês e esta transcrição foi posteriormente publicada na Bibliothèque universelle de Genève, em 1842.
Babbage pediu a Ada para traduzir o artigo de Menabrea para o inglês, adicionando depois a tradução com as anotações que ela mesma havia feito. Ada levou grande parte do ano nesta tarefa. Estas notas, que são mais extensas que o artigo de Menabrea, foram então publicados no The Ladies' Diary e no Memorial Científico de Taylor sob as iniciais "AAL".
Em 1953, mais de cem anos depois de sua morte, as notas de Ada sobre a máquina analítica de Babbage foram republicadas. A máquina foi reconhecida como um primeiro modelo de computador e as notas de Ada como a descrição de um computador e um software.


As notas de Ada foram classificadas alfabeticamente de A a G. Na nota G ela descreve o algoritmo para a máquina analítica computar a Sequência de Bernoulli. É considerado o primeiro algoritmo especificamente criado para ser implementado num computador, e Ada é recorrentemente citada como a primeira pessoa programadora por esta razão . No entanto, a máquina não foi construída durante o tempo de vida da Condessa de Lovelace.



Marie Curie 

Foi uma cientista polonesa que exerceu a sua actividade profissional na França. Foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com um Prémio Nobel, de Física, em 1903 (dividido com seu marido, Pierre Curie, e Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioatividade(que naquela altura era ainda um fenómeno pouco conhecido) e com o Nobel de Química de 1911 pela descoberta dos elementos químicos rádiopolônio.

Oito anos depois, recebeu o Nobel de Química de 1911, «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude generosa, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

O Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou como sócia, após uma votação ganha por Eduard Branly com diferença de apenas um voto.
Foi a primeira pessoa a receber duas vezes o Prêmio Nobel. Linus Pauling repetiu o feito, ganhando o Nobel de Química, em 1954 e o Nobel da Paz em 1962 e tornou-se a única personalidade a ter recebido dois Prémios Nobel não compartilhados. Por outro lado, Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prémio Nobel, em áreas científicas distintas.
Em 1906 sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.



Grace Murray Hopper  

Foi uma analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos nas décadas de 1940 e 1950. Foi ela que criou a linguagem de programação Flow-Matic, hoje extinta. Esta linguagem serviu como base para a criação do COBOL.
Dentre outras realizações da Almirante está a criação do primeiro compilador, e COBOL, sendo a primeira linguagem de programação de computadores a se aproximar da linguagem humana ao invés da linguagem de máquina. Contudo, ela não participou efetivamente na criação da linguagem COBOL mas sim um subcomitê que foi originado de um dos três comitês (o de Curto Prazo) propostos numa reunião no Pentágono em Maio de 1959. Este subicomitê desenvolveu as especificações da linguagem COBOL. Ele era formado por seis pessoas: William Selden e Gertrude Tierney da IBM; Howard Bromberg e Howard Discount da RCA; Vernon Reeves e Jean E. Sammet da Sylvania Electric Products.
A concepção de Hopper é de que havia a necessidade de se criar uma linguagem orientada para negócios comuns, deu origem ao acrônimo COBOL (COmmon Business Oriented Language).
Tudo foi feito, sem definir os comandos para minimizar melindres entre os técnicos das empresas convocadas a participar da criação de um denominador comum entre todos os fabricantes existentes na época. Grace Hopper participou contribuindo com a abertura dos comandos FLOW-MATIC.
É de autoria de Hopper o termo "bug", usado para designar uma falha em um código-fonte.
O termo "bug" surgiu quando Grace tentava achar um problema em seu computador. Quando descobriu o problema, ela percebeu que havia um inseto morto no computador. Desde então o termo bug passou a ser usado.
Em 1998, recebeu a honra de ter seu nome em um navio da Marinha. O contratorpedeiro USS Hopper entrou no serviço ativo em 1998.


Rosalind Franklin 

Foi uma biofísica britânica. Pioneira da biologia molecular que, empregando a técnica da difração dos raios-X, concluiu que o DNA tinha forma helicoidal (1949).
A vida da biofísica britânica (...) foi repleta de controvérsias. Ela foi responsável por parte das pesquisas e descobertas que levaram à compreensão da estrutura do ácido desoxirribonucleico (DNA, na sigla em inglês). Essa história, porém, é um conto de competição e intriga, descrito de uma maneira por James Watson & Francis Crick - que elaboraram o modelo da dupla hélice para a molécula de DNA - e (de) outra por quem defende Franklin como pioneira injustiçada na biologia molecular. James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins receberam um prêmio Nobel por seus estudos em 1962, quatro anos após a morte de Rosalind Franklin, aos 37 anos, vítima de câncer de ovário. Sua contribuição não foi reconhecida na época.



Fonte

Wkipédia
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domingo, 30 de junho de 2013

Nikola Tesla

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Foi um inventor nos campos da engenharia mecânica e eletrotécnica, de etnia sérvia nascido na aldeia de Smiljan, Vojna Krajina, no território da atual Croácia. Era súdito do Império Austríaco por nascimento e mais tarde tornou-se um cidadão estadunidense.

Tesla é muitas vezes descrito como um importante cientista e inventor da modernidade, um homem que "espalhou luz sobre a face da Terra". É mais conhecido pela suas muitas contribuições revolucionárias no campo do electromagnetismo no fim do século XIX e início do século XX. As patentes de Tesla e o seu trabalho teórico formam as bases dos modernos sistemas de potência eléctrica em corrente alternada(AC), incluindo os sistemas polifásicos de distribuição de energia e o motor AC, com os quais ajudou na introdução da Segunda Revolução Industrial.

Depois da sua demonstração de transmissão sem fios (rádio) em 1894 e após ser o vencedor da "Guerra das Correntes", tornou-se largamente respeitado como um dos maiores engenheiros eletrotécnicos que trabalhavam nos EUA. Muitos dos seus primeiros trabalhos foram pioneiros na moderna engenharia eletrotécnica e muitas das suas descobertas foram importantes a desbravar caminho para o futuro. Durante este período, nos Estados Unidos, a fama de Tesla rivalizou com a de qualquer outro inventor ou cientista da história e cultura popular, mas devido à sua personalidade excêntrica e às suas afirmações aparentemente bizarras e inacreditáveis sobre possíveis desenvolvimentos científicos, Tesla caiu eventualmente no ostracismo e era visto como um cientista louco. Nunca tendo dado muita atenção às suas finanças, Tesla morreu empobrecido aos 86 anos.

À parte os seus trabalhos em electromagnetismo e engenharia electromecânica, Tesla contribuiu em diferentes medidas para o estabelecimento da robótica, controle remoto, radar e ciência computacional, e para a expansão da balística, física nuclear, e física teórica. Em 1943 o Supremo Tribunal dos Estados Unidos acreditou-o como sendo o inventor do rádio. 



Curiosidades da vida pessoal:

Tesla pode ter sofrido de transtorno obsessivo-compulsivo, e tinha muitas manias e fobias pouco habituais. Fazia as coisas de acordo com o número três, e era inflexível em relação a ficar em quartos de hotel cujo número era divisível por três. Tesla era também notado por ficar fisicamente revoltado por joalharia, sobretudo brincos de pérola. Era fastidioso acerca da limpeza e higiene, e era, segundo a opinião corrente, misofóbico.

Tesla era obcecado por pombos, encomendando sementes especiais para os
pombos que alimentava no Central Park e chegando mesmo a trazer alguns com ele para o seu quarto de hotel. Tesla era um amante de animais, lembrando-se muitas vezes com contentamento dum gato que tinha tido na infância, "O Magnífico Macak." Tesla nunca se casou. Era celibatário e afirmava que a castidade era muito útil às suas capacidades científicas.No entanto, existiram numerosos relatos de mulheres disputando a afeição de Tesla, algumas mesmo loucas de amor por ele. Tesla, embora delicado, reagia de um modo ambivalente a essas mulheres, no sentido romântico.

Tesla não gostava de posar para retratos, fazendo-o somente uma vez para a princesa Vilma Lwoff-Parlaghy.

Expressava abertamente a sua repulsa por pessoas obesas, tendo despedido certa vez uma secretária devido ao seu peso. Era também rápido a criticar as roupas dos outros, e em muitas ocasiões ordenou uma subordinada que fosse a casa e mudasse de vestido.

Tesla era largamente conhecido pela sua teatralidade, apresentando as suas inovações e demonstrações ao público de uma forma artística, quase como um mágico. Isto parece não estar de acordo com a sua observada propensão à reclusão; Tesla era uma figura complexa. Recusava-se a seguir as convenções sem a sua bobina Tesla bombardeando eletricidade através da sala, apesar da audiência muitas vezes estar aterrorizada, embora assegurasse que era tudo absolutamente seguro.




Monumento de Tesla, Niagara Falls, Canadá



domingo, 26 de maio de 2013

Stephen Hawking vira personagem de quadrinhos

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Um dos físicos mais brilhantes de todos os tempos, o britânico Stephen Hawking, de 71 anos, acaba de virar personagem de história em quadrinhos pela editora americana Bluewater Productions. A publicação "Stephen Hawking: Riddles of Time & Space" (Enigmas do Tempo e Espaço) foi lançada na terça-feira (21) e está disponível também em formato virtual, por US$ 1,99 (R$ 4,08).

Os quadrinhos em homenagem a Hawking o transformaram em super-herói e trazem detalhes da vida dele, desde seus primeiros dias na Universidade de Cambridge e a luta contra uma doença neuromotora degenerativa chamada esclerose lateral amiotrófica – diagnosticada quando ele tinha apenas 21 anos –, até suas conquistas acadêmicas e a fama internacional.

O britânico é considerado uma lenda viva e um dos maiores cientistas desde o alemão Albert Einstein, por sua contribuição para a compreensão do Universo nas últimas décadas. Seu trabalho ao lado do cosmólogo Roger Penrose ajudou a unir a teoria geral da relatividade de Einstein à teoria da mecânica quântica. Além disso, Hawking estudou os buracos negros e concluiu que eles emitem radiação.







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Fonte G1