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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Antártica pode estar repleta de diamantes



Um grupo de cientistas descobriu fortes evidências de que as montanhas da Antártica têm muito mais do que gelo - elas podem abrigar depósitos de diamantes.
Em um trabalho publicado na revista "Nature Communications", o grupo (liderado por pesquisadores australianos) revelou ter encontrado pela primeira vez na região rochas conhecidas como kimberlitos, que costumam abrigar diamantes.
Diamantes são formados a partir de carbono puro encontrado em locais profundos sob temperaturas e pressão extremas.
Erupções vulcânicas trazem esses cristais valiosos para a superfície, normalmente preservados dentro dos kimberlitos.
A presença dessas rochas é considerada um indício da existência de depósito de diamantes em várias partes do mundo, incluindo África, Sibéria e Austrália.
Os pesquisadores encontraram e collheram três amostras do material nas montanhas Príncipe Charles.
Mesmo se descobrirem uma grande quantidade de diamantes na região, isso não significa que haverá mineração no local.
Um tratado internacional proíbe qualquer extração de fontes minerais, a não ser em casos de pesquisas científicas.
O tratado, no entanto, será revisto em 2041 e pode alterar esse cenário.
"Não sabemos quais serão os termos do tratado após 2041 ou se haverá alguma tecnologia que possa tornar economicamente viável a extração de dimamentes na Antártica', disse Kevin Hughes, do Comitê Científico para Pesquisas na Antártica.

Fonte G1

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Plásticos biodegradáveis não fazem milagres



O lixo é um dos maiores problemas ambientais da atualidade. Os moldes de consumo adotados por boa parte das sociedades modernas provocaram o aumento contínuo e exagerado na quantidade de lixo produzido no planeta. Em meio a esse cenário está um dos grandes vilões: o plástico.
Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), são consumidas no Brasil cerca de 12 bilhões de sacolinhas por ano. Dessas, 80% viram lixo, levando mais de mil anos para se decompor. Mas não são apenas essas embalagens que tem destinação final o estrago da natureza. Segundo um relatório do Programa Ambiental da ONU (Unep, na sigla em inglês), os produtos plásticos, como garrafas, sacos, embalagens de comida, copos e talheres, formam a maior parte do lixo encontrado no oceano. Em algumas regiões, esse elemento corresponde a 80% do lixo marinho.

Do mito à realidade dos biodegradáveis 

Na tentativa de minimizar a pegada, alguns fabricantes adicionam amido ou celulose à mistura de plástico para, assim, acelerar o processo de decomposição de certas embalagens. Mas será que essa biodegradação soluciona mesmo o problema?
A resposa é não! “O título biodegradável não garante nada para absolutamente nada”, avisa Silvia Rolim, engenheira química e assessora técnica da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, uma organização de referência nacional no que diz respeito a assuntos ligados ao plático. “Evidentemente, é melhor optar pelos biodegradáveis, mas a presença de amido ou celulose não é uma garantia de decomposição em ambientes sem luz e oxigênio”, explica ela.
De acordo com a engenheira, o plástico biodegradável requer condições específicas para decompor-se adequadamente. Seu descarte de forma inadequada pode torná-lo tão nocivo para o meio ambiente quanto o plástico convencional. “Até mesmo uma casca de banana quando jogada fora em condições erradas necessita de um a três anos para se biodegradar. A natureza não faz mágica”, complementa Silvia.
Eles se biodegradaram, e agora? 

Mas mesmo no caso dos plásticos biodegradáveis, resta saber no que o material se transforma depois da decomposição. Essa dúvida fez a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) declarar que não se pode afirmar que o uso de plásticos biodegradáveis é mais aconselhável, porque esse novo material pode ocasionar novas formas de contaminação ao solo.
Para Silvia Rolim, a solução integral depende da eficiência da nova política pública nacional de resíduos sólidos e de uma intensa participação das empresas nesse processo. “Qualquer política de resíduos sólidos, isso inclui a utilização ou não de plásticos biodegradáveis, depende de coleta adequada e destinação correta desses resíduos”, reforça a engenheira.

Não é só porque é biodegradável que vamos sair jogando esse lixo na rua ou na natureza ou no mar. A responsabilidade não é somente da empresas, é de todos nós. 


Referência:
Carta Capital

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O lago mortal radioativo

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O lago russo Karachay foi utilizado na década de 1950 como um local de despejo de resíduos radioativos. Hoje, é o local mais poluído do planeta, com radioatividade suficiente para matar uma pessoa em menos de uma hora. Naquela época, a área foi submetida a mais de 200.000 vezes a quantidade normal de radioatividade devido as más práticas de eliminação de resíduos.
No sul dos Montes Urais, na Rússia, encontra-se um corpo de água bonito e pitoresco chamado Lago Karachay. Mas não chegue muito próximo – ele é um assassino silencioso, e tem constantemente emitido doses letais de radiação nos últimos 60 anos. Em meados dos anos 1940, a União Soviética construiu uma cidade secreta na região chamada Chelyabinsk-40. O propósito:  fabricar armas nucleares a partir do urânio-238 extraído das colinas circundantes. Em 1948, o primeiro reator estava funcionando, e Chelyabinsk-40 (também conhecida como Chelyabinsk-65) estava operando a pleno vapor, convertendo urânio em plutônio.
Mas havia um problema: quando eles construíram as instalações, todo o planejamento e recursos foram focados em criar o plutônio, mas não se livrar dos resíduos. Então, eles passaram a despejá-los no rio mais próximo. Especificamente, o rio Techa, que fornecia água para cerca de 39 cidades e aldeias próximas.
Após três anos envenenando inconscientemente a sua própria população, a União Soviética enviou pesquisadores para certificar-se de que os resíduos não estavam fora do normal. Aí veio a surpresa:  outras áreas não emitiam mais do que 0,21 Röntgens (uma medida para a radiação) a cada ano. O rio Techa estava emitindo 5 Röntgens a cada hora.
Então eles represaram o rio, construindo barragens e evacuando as dezenas de milhares de moradores. Como isso não resolveu o problema, a URSS então encontrou um novo lugar para despejar seu coquetel de resíduos nucleares: o Lago Karachay. Em um algum momento entre 30 e 40 anos mais tarde (a União Soviética nem sequer reconheceu sua existência antes de 1990), o Lago Karachay foi o principal reservatório de resíduos da usina Chelyabinsk. O raciocínio era que o Lago Karachay não alimentava nenhum rio, de modo que não havia nenhuma maneira pelo qual os resíduos radioativos pudessem escapar.
No entanto, mais tarde, testes revelaram que as águas do lago estavam “vazando” pelo subsolo do pântano Asanov.
Para piorar a situação, a seca de 1967 evaporou uma grande parte da água do lago, deixando expostos os resíduos radiativos. Quando os ventos vieram, uma nuvem de poeira radioativa se formou no ar e englobou 2,3 mil quilômetros quadrados, contaminando meio milhão de pessoas. Casos de leucemia na área subiram em 41% em apenas alguns anos.
Neste momento, o Lago Karachay emite 600 Röntgens por hora, e isso é radiação suficiente para matar uma pessoa em menos de uma hora. Mas o desastre pode não acabar aí: toda a área é tão instável que se uma única barragem do rio Techa quebrar, toda a sua radiação pode vazar através do pântano Asanov, percorrendo o rio Ob e caindo no Mar Ártico, onde as correntes espalhariam a radiação pelo Oceano Atlântico.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Origem do oxigênio na atmosfera da Terra



É difícil manter as moléculas de oxigênio ao redor, apesar do fato de que é o terceiro maior elemento abundante no universo, forjada no, núcleo super quente e super denso de estrelas. Isso porque o oxigênio pode reagir para formar compostos com quase todos os outros elementos da tabela periódica.

Mas se é assim, tão reativo, como foi que a nossa atmosfera conseguiu acumular tanto oxigênio? A resposta está nas cianobactérias, também conhecidas como algas azuis. Estas algas são capazes de usar a luz do sol, e combinar água com dióxido de carbono formando carboidratos e oxigênio. Este processo, a fotossíntese, é feito não só pelas algas, mas também pelos cloroplastos das plantas, que não deixam de ser algas incDurante o Arqueano, uma das eras geológicas do nosso planeta, os micróbios primitivos viviam do jeito antigo – anaerobicamente. Estes organismos, e seus descendentes “extremófilos”, sobreviviam com ausência do oxigênio, usando o sulfato para atender suas necessidades energéticas.

Cerca de 2,45 bilhões de anos atrás, a taxa isotópica do enxofre mudou, indicando que pela primeira vez o oxigênio estava se tornando um componente importante da atmosfera terrestre, de acordo com um trabalho publicado no ano 2000. Aproximadamente ao mesmo tempo, o ferro oxidado começou a aparecer em solos antigos, e faixas de ferro foram depositadas no solo oceânico, um produto das reações do oxigênio com a água do mar.orporadas simbioticamente.

Sabemos quando aconteceu – a produção de oxigênio começou em torno de 2,7 a 2,8 bilhões de anos atrás, e a oxigenação da atmosfera cerca de 2,45 bilhões de anos atrás -, mas não sabemos ainda por que as cianobactérias tomaram conta, quais os níveis de oxigênio na época, e por que levou mais um bilhão de anos para os níveis do elemento subirem o suficiente para permitir a evolução dos animais.
Mais importante ainda, como foi que o nível atual foi atingido? Por que o equilíbrio ficou em 21% e não 10% ou 40%? É entendido que o clima, os vulcanismos, as placas tectônicas, e outros fatores tiveram seu papel na regulação do nível de oxigênio em vários períodos de tempo, mas ainda não há um teste confiável para determinar o valor exato da quantidade de oxigênio na atmosfera a qualquer tempo no registro geológico.

Mas uma coisa é clara, as origens do oxigênio na atmosfera da Terra derivam de uma coisa: a vida.

Fontes:


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Primeiros sul-americanos comiam preguiças gigantes

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As preguiças gigantes faziam parte da dieta de uma população que habitou o Uruguai há 30 mil anos , sugerindo que os humanos chegaram às Américas bem antes do que se pensava, segundo um novo estudo.
A descoberta e outros achados recentes reforçam a teoria de que os humanos chegaram à América do Sul atravessando os oceanos – e muito antes de alcançarem a América do Norte a partir do nordeste da Ásia no final do último período da era glacial, cerca de 16 mil anos atrás. O estudo foi publicado na última edição da revista Proceedings of the Royal Society B.
Ao que parece, esses indivíduos corajosos não se esquivavam de presas grandes, já que a preguiça gigante era seu prato principal.
“Se nossa interpretação estiver correta e as preguiças eram consumidas, devem ter sido uma boa fonte de carne devido a seu tamanho descomunal”, comentou Richard Fariña ao Discovery Notícias. As preguiças gigantes chegavam a medir 4,5 metros de comprimento e pesar entre 2 e 4 toneladas.
Paleontólogo da Universidade de la Republica, Fariña e sua equipe analisaram mais de mil ossos escavados em um local chamado Arroyo del Vizcaíno, perto de Sauce, no Uruguai. Os ossos pertenciam a pelo menos 27 indivíduos, a maioria do gênero Lestodon. A datação por radiocarbono sugere que o local e os ossos datam de 30 mil anos atrás.
Os pesquisadores concluíram que vários dos ossos das preguiças apresentavam profundas marcas assimétricas, compatíveis com as produzidas por ferramentas de pedra fabricadas por humanos.
Uma pedra em forma de raspadeira mostra sinais de desgaste, provavelmente por ter sido usada por seres humanos, sugere Fariña. Ele acrescentou que não há evidências de que os ossos façam parte de um depósito fluvial ou de outras formações naturais.
Praticamente todos os ossos pertenciam a preguiças gigantes adultas e corpulentas, o que reforça a hipótese de que e os humanos as comiam, já que uma coleção natural de ossos incluiria indivíduos que representam várias faixas etárias.
Na época dessas preguiças, a paisagem apresentaria um “riacho que atravessava gentilmente pradarias ondulantes”, descreve Farina, semelhante à do sítio arqueológico atual.
No mês passado, outra equipe de pesquisadores do Brasil encontrou artefatos – incluindo pinturas rupestres e arte em cerâmica – no Parque Nacional da Serra da Capivara, no nordeste do Piauí. Os objetos mais antigos datam de 30 mil anos atrás.
A arqueóloga franco-brasileira Niéde Guidon, que trabalhou no projeto e chefiou explorações no interior do Piauí, declarou que, à luz dos achados do Uruguai e do Brasil, é hora de repensar como e quando as Américas começaram a ser povoadas.
Reunindo as últimas evidências, ela acredita que os primeiros humanos chegaram pela água à América do Sul há pelo menos 30 mil anos, e talvez bem antes disso.
“Há 130 mil anos, a África apresentava um clima muito seco, que originou os desertos. As pessoas tentavam encontrar alimento no mar. Como as correntes e os ventos fluíam da África para o nordeste do Brasil, é possível que alguns barcos tenham chegado ao litoral do Piauí”, teoriza.
Até hoje, essas mesmas correntes marítimas e de vento beneficiam navios de cruzeiro que seguem para o Brasil. Os antepassados dos povos indígenas do Piauí e de regiões vizinhas tinham “pele escura e seu cabelo era preto, mas liso, e não encaracolado”, descreve Guidon.
Em breve, os visitantes do Uruguai poderão ver os fascinantes artefatos de Arroyo del Vizcaíno.

Fonte: Discovery

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Geleira no Alasca revela floresta perdida há mais de mil anos




Uma floresta perdida com mais de mil anos de existência foi descoberta recentemente dentro de uma geleira do Alasca, por um grupo de pesquisadores do estado norte-americano. Entre as árvores presentes no ecossistema, há espécies muito antigas, cujos troncos e raízes permaneceram conservados pela ação do congelamento, provavelmente comprometido com o aumento das temperaturas no planeta.
O primeiro registro de que alguns galhos e troncos de árvores estavam saindo da geleira de Mendehall foi realizado há mais de 50 anos, despertando interesse na comunidade científica. No entanto, foi só no ano passado que os pesquisadores da Universidade do Sudeste do Alasca decidiram aprofundar os estudos, observando uma grande quantidade de árvores antigas em posição vertical.
Entre as espécies que formam a vegetação da floresta congelada, os pesquisadores acreditam que estejam listados os abetos – coníferas muito comuns em regiões frias e temperadas da América do Norte e da Europa – e a cicuta, planta nativa da região, mas os estudos ainda precisam ser aprimorados.
Para Cathy Connor, professora responsável pelo estudo, o congelamento é encarado como um fator aliado às pesquisas, permitindo mais detalhes sobre as características da vegetação da floresta milenar. “Podemos analisar as cascas das árvores e voltar no tempo para saber a idade que elas têm”, declarou Cathy ao site LiveScience.
Por meio dos estudos, a equipe também identificou que, primeiro, a floresta se desenvolveu, e, posteriormente, a área da geleira tomou conta das árvores. Logo depois, a formação de gelo voltou a se expandir, cobrindo não só a vegetação, mas também o solo, composto por uma grande quantidade de cascalho, que acabou servindo como uma espécie de tumba de gelo.
Recentemente, uma floresta perdida foi descoberta em Moçambique por um cientista britânico, que reconheceu o local pelo Google Earth. Chamada de Monte Mabu, a floresta nunca foi explorada e nem retratada anteriormente em coleções científicas e literárias, assim como a formação vegetal encontrada na geleira do Alasca.

Fonte: Discovery

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"Janela inteligente" chinesa


Pesquisadores chineses desenvolveram uma janela “inteligente”, a qual é capaz de se adaptar às condições climáticas para poupar e gerar energia elétrica simultaneamente, promovendo reduções significativas na conta de luz principalmente de edifícios — que gastam muita eletricidade com sistemas de aquecimento e resfriamento do ambiente.

Segundo Yanfeng Gao, um dos responsáveis pelo projeto publicado no periódico científico Nature, o grande diferencial da sua janela inteligente para os modelos já existentes é o uso do óxido de vanádio (VO2) como meio para a incorporação de células fotovoltaicas capazes de gerar energia.

Esse componente possibilita que a janela consiga gerar energia a partir dos raios solares sem perder sua transparência, tendo suas propriedades reguladas com base na temperatura. Quando o ambiente externo está abaixo de uma temperatura específica, o VO2 atua como isolante térmico e permite a entrada da luz infravermelha. Ao ultrapassar esse determinado valor, o material passa a ser reflexivo.

Assim, a janela chinesa consegue manter uma temperatura agradável no interior do edifício. Além disso, ela possui alguns painéis em sua estrutura que captam os raios solares e os transformam em energia, podendo por exemplo manter uma lâmpada acesa.

"Esta janela inteligente combina geração e economia de energia em um dispositivo único, além de ter o potencial para regular e usar inteligentemente a radiação solar de uma maneira eficiente", mencionaram os autores do estudo à agência de notícias AFP.



Fonte: Tecmundo veja o Artigo em inglês AQUI

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Terra deixará de ser habitável em algum momento dentro de 1,75 bilhão e 3,25 bilhões de anos






As condições que fazem com que o planeta Terra seja habitável durarão, pelo menos, outro 1,75 bilhão de anos, segundo um estudo realizado por cientistas da universidade inglesa de East Anglia. Isso se nenhum desastre nuclear, um asteroide errante ou algum outro desastre não vir primeiro.

A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira pela revistaAstrobiology, revela o tempo de habitabilidade da Terra com base na distância para o sol e nas temperaturas que possibilitam que o planeta tenha água líquida.
A equipe de cientistas observou as estrelas na busca de inspiração e usaram alguns planetas recentemente descobertos fora de nosso sistema solar (exoplanetas) como exemplos para calibrar seu potencial para abrigar vida.
O responsável pelo estudo, Andrew Rushby, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, explicou que foi utilizado "o conceito de zona habitável para fazer estimativas", ou seja, "a distância de um planeta em relação a sua estrela que faz com que as temperaturas sejam propícias para ter água líquida na superfície".
"Usamos os modelos de evolução estelar para calcular o final da vida habitável de um planeta, determinando quando deixará de estar na zona habitável", disse Rushby.
A equipe de cientistas considerou "que a Terra deixará de ser habitável em algum momento dentro de 1,750 bilhão e 3,250 bilhões de anos".
"Passado este ponto, a Terra estará na zona quente do sol, com temperaturas tão altas que os mares se evaporarão. Acontece um evento de extinção catastrófica e terminal para toda a vida", raciocinou.
O responsável pela pesquisa acrescentou que "certamente, as condições dos seres humanos e de outras formas de vida complexas se tornarão impossíveis muito antes", algo que, segundo disse, "está acelerando a mudança climática" gerada pelo homem.
"Os humanos teriam dificuldades inclusive com um pequeno aumento na temperatura e, perto do final, somente os micróbios em alguns nichos ambientais seriam capazes de suportar o calor", explicou.
Rushby disse que ao olhar para o passado "uma quantidade similar de tempo, sabemos que houve vida celular na terra" e deu como exemplo que "tivemos insetos há 400 milhões de anos, dinossauros há 300 milhões e plantas com flor há 130 milhões de anos".
"Anatomicamente, os seres humanos só existiram durante os últimos 200 mil anos, por isso que se vê que é preciso muitíssimo tempo para que se desenvolva a vida inteligente", disse.
A quantidade de tempo habitável de um planeta é relevante pois revela dados sobre a possibilidade de evolução da vida complexa, "que é a que provavelmente mais requeira de um período de condições de habitabilidade".
"A medição de habitabilidade é útil porque nos permite investigar a possibilidade de que outros planetas abriguem vida e para entender que a etapa da vida pode estar em outro lugar da galáxia", segundo explicou Rushby.
Os astrônomos identificaram quase mil planetas fora do sistema solar, alguns dos quais foram analisados por estes especialistas, que estudaram a natureza evolutiva da habitabilidade planetária sobre o tempo astronômico e geológico.
"Comparamos a Terra com oito planetas que estão atualmente em sua fase habitável, incluindo Marte. Descobrimos que os planetas que orbitam estrelas de massa menor tendem a ter zonas de vida mais habitáveis", acrescentou.

Fonte: Terra e Space


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Conheça a caneta biodegradável que vira adubo em 180 dias





Há dois anos, nasceu a Ekobio, empresa brasileira que fabrica canetas esferográficas a partir de amido de milho. Batizada de “Exatabio”, a caneta deve ser descartada na terra após o uso.

Se colocada no lixo orgânico em processo de compostagem, se degrada em 180 dias. Já em outros locais, o material se comporta como um plástico comum. Entretanto, a carga e a mola devem ser direcionadas ao lixo reciclável.

A companhia desenvolve, produz, comercializa e revende produtos ecológicos e é formada por duas empresas – a SR Promocionais e a Ekomolde. Os modelos podem ser feitos de qualquer amido, obtido na batata e na mandioca, entre outros alimentos.

A Ekobio adverte que, por ser um produto natural com coloração característica e mais frágil que as resinas sintéticas à base de petróleo, o produto pode apresentar variação de tonalidade. Por isso, é preciso tomar certos cuidados. “Para assegurar a qualidade e o melhor aproveitamento, armazenar em local seco e ventilado, livre de raios solares e com temperatura inferior a 45º C”, aconselha a empresa em seu site.

A empresa também criou uma linha de canetas a partir de material reciclado proveniente de resíduos eletrônicos, além de um modelo que não deixa resíduos poluentes e que reduz em até 60% a emissão de CO2 e em 30% o consumo de energia elétrica na fabricação.

Por Marcia Sousa




quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Qual a direção da rotação do centro da Terra?


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O núcleo interno da Terra é composto de ferro maciço, e tem uma 'super rotação' em uma direção leste - o que significa que gira mais rápido do que o resto do planeta -, enquanto o núcleo externo, composto principalmente de ferro fundido, gira para o oeste em um ritmo mais lento.

O movimento de convecção do núcleo externo gera o campo geomagnético da Terra.

"O campo magnético empurra para leste o núcleo interno, fazendo-a girar mais rápido do que a terra, mas também empurra na direção oposta no núcleo externo líquido, o que cria um movimento para oeste."

O fato de que as alterações do campo magnético da Terra variou lentamente ao longo de décadas, significa que a força electromagnética responsável por empurrar os núcleos interiores e exteriores alteraram-se ao longo do tempo. Isso pode explicar as flutuações na rotação predominantemente do leste no núcleo interno, um fenômeno relatado nos últimos 50 anos, por Tkalčić et al. Em um estudo recente publicado na revista Nature Geoscience .


Usando um novo método, eles foram capazes de simular o núcleo da Terra com uma precisão de cerca de 100 vezes melhor do que os outros modelos.


A velocidade:


Uma outra pesquisa liderada por Hrvoje Tkalcic da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês), em Camberra, revelou que não só a taxa de rotação do núcleo é diferente à do manto - a camada que fica abaixo da crosta terrestre, mas sua velocidade também varia.
Os investigadores afirmaram que sua velocidade é variável. "É a primeira evidência experimental que o núcleo roda a diferentes velocidades", disse Tkalcic em comunicado da ANU.
Os pesquisadores descobriram que em comparação com o manto, o núcleo girou mais velozmente na década de 1970 e 1990, mas desacelerou na década de 80. "A aceleração mais dramática provavelmente ocorreu nos últimos anos, embora necessitemos fazer mais testes para confirmar esta observação", comentou Tkalcic, ao lembrar que Edmund Halley tenha especulado que as camadas internas da Terra rodavam em uma velocidade diferente, em 1692.







terça-feira, 20 de agosto de 2013

Por dentro da Terra - Como sabemos que o núcleo é de ferro?

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Parte mais interna do planeta. Pode ser dividido em núcleo externo e interno. O núcleo externo, comporta-se como liquido apesar de sua composição metálica, admiti-se que seus componentes estão em estado de fusão. É composto em grande parte por elementos mais pesados como o ferro (80%), e de alguma quantidade de níquel e silício. Outros elementos, como o chumbo e o urânio, são muitos raros para serem considerados, ou tendem a se ligar a elementos mais leves, permanecendo então na crosta. A espessura do núcleo é aproximadamente 3400 km de raio.
O núcleo interno vai desde 5,1 mil km até o centro da Terra. O núcleo da Terra é constituído por ferro e níquel. A temperatura atinge a 4.000/5.000º C.
O núcleo da Terra gira, como todo o planeta, e os cientistas acreditam que isso gere uma corrente elétrica. Como uma corrente elétrica gera sempre um campo magnético, estaria aí a explicação para o magnetismo terrestre, que faz nosso planeta comportar-se como um gigantesco ímã. Estudos recentes mostram que o núcleo interno gira um pouco mais depressa que o resto do planeta.
Existem algumas formas de estudar o núcleo da Terra. Uma delas é pelas ondas sísmicas que viajam através do movimento do núcleo, a uma velocidade que depende das propriedades do material que as ondas percorrem.

Existem várias razões para presumir que o núcleo é feito predominantemente de ferro. O ferro é um dos elementos mais abundantes na Terra e no Universo, sendo encontrado em asteroides. Os cientistas acreditam também que uma grande parte da Terra primitiva foi formada por acreção planetária via colisões e uniões de asteroides, que são ricos em ferro.


Além disso, é tão quente no interior da Terra que a composição metálica torna-se líquida. Diferentes elementos apresentam diferentes densidades e assim, num meio fluído, separam-se os elementos em função da sua densidade: os pesados ​​para o fundo e os leves para o topo. O interior da Terra tem sido quente por tanto tempo que este processo de separação por densidade já deve ter atingido o equilíbrio – daí vem a ideia de que o núcleo externo da Terra é predominantemente composto por um elemento.

Algumas das provas mais convincentes para uma composição de núcleo de ferro vem do que sabemos sobre a gravidade e ondas de energia. Sabemos o tamanho da Terra e a força gravitacional, portanto, pode-se dizer qual a densidade da Terra.  Da densidade da Terra, podemos estimar quais os elementos que a compõem, e um núcleo de ferro é o melhor modelo para estimar sua massa.

A partir de ondas de energia, os geólogos usam sismógrafos para medir movimentos interiores (por exemplo, terremotos) da Terra, e essas ondas de energia formam ondas de compressão e cisalhamento (ou tangencial, ou tensão cortante).

Dos sismógrafos em todo o mundo, podemos ver que as ondas de cisalhamento desaparecem quando atingem a profundidade do núcleo externo da Terra. Isso nos diz que o núcleo externo é composto de material líquido. Isso ocorre porque os líquidos não podem ser cortados – só se movem para fora do caminho.

Por outro lado as ondas de compressão desaceleram.  Isto é porque o líquido é muito menos compressível do que o material acima de rocha que está parcialmente fundido. A partir de agora, entendo como as ondas de compressão se movem, podemos estimar a velocidade delas. Acontece que a velocidade com que as ondas de compressão se movem através do núcleo externo é realmente perto da velocidade que seria no ferro líquido. Quando as ondas de energia chegam ao núcleo interior, podemos ver que as ondas de compressão e de cisalhamento parecem acelerar acentuadamente. Pelo mesmo princípio que compreendemos a velocidade como que essas ondas viajam através de materiais, podemos ver que estas velocidades são muito próximas as conhecidas para a composição de ferro sólido.

Isto não exclui totalmente a existência de diferentes elementos no núcleo. Pode haver outros vestígios de outros elementos. No entanto, a partir do que sabemos, temos razão em inferir que nosso núcleo é feito predominantemente de ferro. 



Fontes:



domingo, 21 de julho de 2013

Vulcão no México em erupção

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Uma vista aérea do vulcão Popocatepetl expelindo fumaça e cinzas quase uma milha (1,6 km) em direção ao céu, nos arredores de Puebla, México, em 25 de junho.

Monitoramento do vulcão aumentou o alerta para amarelo Fase 3, a segunda maior na escala de alerta.




Um dos vulcões mais ativos do mundo, vulcão Popocatepetl do México, voltou à vida, lançando cinzas, gases e vapor de água (como pode ser visto a partir da aldeia de Santiago Xalitzintla em 4 de julho).

A apenas 50 milhas (80 quilômetros) a leste da Cidade do México, o vulcão tem cuspido uma nuvem de cinzas e vapor 2 milhas (3,2 km) de altura.

O vulcão explodiu por vários dias, fazendo o Centro Nacional de Prevenção de Desastres do México elevar sua classificação à alerta nacional para Amarelo Fase 3. A fase amarela  são sinais de alerta quando o vulcão demonstra de médio a altos níveis de atividade. O próximo e último passo seria um alerta vermelho, o que exigiria a evacuação dos moradores das proximidades. 

Al Jazeera informou que as companhias aéreas internacionais cancelaram voos dentro e fora da Cidade do México, encalhe centenas de pessoas no fim de semana.

Esta não é a primeira vez que a 17.900 pés (5.455 metros) Popocatepetl que o vulcão entra em atividade.  Em junho um alerta para o vulcão também foi levantado para amarelo depois de uma explosão que gerou uma nuvem de cinzas que subiram mais de uma milha (1,6 km) acima da cratera.


Fonte: Nat Geo

Mariane SD



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Desaceleração do aquecimento global intriga cientistas


(Usinas emitem vapor no Reino Unido: eliminação de fontes de poluição pode reduzir o aquecimento
Foto: Getty Images)



Cientistas estão em dificuldades para explicar uma desaceleração do aquecimento global que expôs lacunas no seu conhecimento, e buscam entender as causas para determinar se esse alívio será breve ou se o fenômeno é duradouro.
A maioria dos modelos climáticos, geralmente focados em tendências que duram séculos, foi incapaz de prever que a elevação das temperaturas iria se desacelerar a partir do ano 2000, aproximadamente. Isso é crucial para o planejamento em curto e médio prazo de governos e empresas em setores tão díspares quanto energia, construção, agricultura e seguros. Muitos cientistas preveem um novo aumento do aquecimento nos próximos anos.
Uma das teorias para explicar essa pausa diz que os oceanos teriam absorvido mais calor pelo fato de sua superfície ficar mais fria do que se esperava. Outras especulam que a poluição industrial da Ásia ou nuvens estariam bloqueando o calor do sol, ou então que os gases do efeito estufa retêm menos calor do que se acreditava.
A mudança pode também decorrer de um declínio já observado na presença de vapor de água (que absorve calor) na alta atmosfera, por razões desconhecidas. Os cientistas dizem que pode estar ocorrendo uma combinação de vários fatores, ou variações naturais ainda desconhecidas.
O fraco crescimento econômico mundial e a redução na tendência de aquecimento global estão afetando a disposição dos governos para fazerem uma rápida transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, o que exige bilhões de dólares. Quase 200 governos já concordaram em definir até 2015 um plano para combater o aquecimento global.
"O sistema climático não é tão simples quanto as pessoas acham", disse o estatístico dinamarquês Bjon Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético. Ele estima que um aquecimento moderado seria benéfico para as lavouras e para a saúde humana.

O químico sueco Svante Arrhenius mostrou pela primeira vez na década de 1890 como as emissões de dióxido de carbono a partir do carvão, por exemplo, prendem o calor na atmosfera. Muitos dos efeitos exatos ainda são desconhecidos.
As emissões de gases do efeito estufa atingiram níveis recordes repetidamente com um crescimento anual de cerca de 3% na maior parte da década até 2010, em parte alimentada por aumentos na China e na Índia. Emissões mundiais foram 75% maiores em 2010 do que em 1970, segundo dados da ONU.
Um rápido aumento das temperaturas globais nos anos 1980 e 1990 - quando as leis de ar limpo em países desenvolvidos reduziram a poluição e deixaram o sol mais forte na superfície da Terra - serviu como um argumento convincente de que as emissões de gases do efeito estufa eram culpadas pelo aquecimento.
O painel de especialistas sobre clima da ONU (IPCC) vai procurar explicar a pausa atual no aquecimento em um relatório que será divulgado em três partes a partir de final de 2013, com o objetivo de servir como um roteiro científico principal para os governos na mudança de combustíveis fósseis para as energias renováveis, como a energia solar ou eólica.

Veja uma entrevista no Jô Soares do André Trigueiro

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Fonte: Terra



(Urso polar - Simbolo do "aquecimento global")